O nome Kadett em automóveis é muito mais antigo do que muitas pessoas pensam. Foi em 1936 que a empresa alemã Opel, fundada em 1862 por Adam Opel para fabricar máquinas de costura e depois passou a produzir carros na cidade de Rüsselshein desde 1899, aplicou esse nome militar a um novo modelo de médio porte. O Kadett 11234 (11 para a cilindrada, 234 para a distância entre eixos em cm) era um carrinho de duas portas, apenas 3,8 metro d comprimento, motor de 1,1 litros e 23 cv a 3.400 rpm. Seria mais tarde o concorrente do Volkswagen Fusca, que estava para nascer, como plano do governo para o carro popular. A quarta geração do Kadett, o Kadett C, foi lançada na Alemanha em 1973 pela Opel, detalhe que seis meses antes esse mesmo veículo era lançado aqui no Brasil, porém com o nome de Chevette. Essa geração já concorria Ford Escort e Volkswagen Golf. Finalmente no ano de 1984 a Opel apresentava o moderno e arredondado Kadett. E com o chamado Aero Look (aspecto aerodinâmico). De tão avançado, permaneceria atual até o final de sua produção em 1991, tendo passado por apenas retoques leves em 1989. A linha contava com hatchbacks de três e cinco portas, seda de quatro portas, conversível e peruas de duas e quatro portas. Engraçado que no Brasil o Opel Kadett da quarta geração (C) já era conhecido desde 1973, porém com Chevrolet Chevette. Só fomos apresentados mesmo ao Kadett em 1989, quando a GM quebrava um jejum de quase cinco anos sem um modelo totalmente novo no nosso mercado – o último tinha sido o Fiat Uno, em 1984. A versão que ganhava espaço nos territórios nacionais era a hatchback de três portas, em acabamento SL, SL/E e GS. O carro impressionou pelo desenho arrojado e ótimo coeficiente aerodinâmico. Era a primeira vez que se usavam vidros rentes à carroceria e processo de montagem por colagem num carro nacional. O Kadett já chegou apresentando muitos outros itens de fábrica, que gerou um resultado de veículo muito atraente, sobretudo quando comparado aos retilíneos Golf e Escort. Era o ano de 1992, que com a reformulação da Proconve em relação a emissão de poluentes que o Kadett abandonavam o carburador e ganhavam potência ao adotar a EFi (injeção eletrônica monoponto). Após anos de retoques, é em 1996 que o Kadett sofre a sua primeira e única “cirurgia plástica”, que o aproximava dos alemães da Opel: pára-choques mais arredondados e pintados da cor da carroceria, nova grade, volante de três raios do Vectra e pneus mais adequados a seu porte e potência. Em janeiro de 1997, por conta de mais uma fase da Proconve, o Kadett passava a sair de fábrica com a injeção multiponto no motor 2,0 litros, que passava a ser de série nas versões restantes Kadett Gl, Sport e Ipanema GL. A potência permanecia 110 cv devido ao controle de emissões, mostrando que os 121 cv do GSi não mais seriam atingidos. Em abril do decorrente ano voltava ao mercado a versão GLS, indentica à Sport, porém com ausência do aerofólio. Tinha o mesmo cambio do Vectra, que gerava alto ruído, porém lhe rendiam retomadas excelentes. Para o consumidor, o GLS trazia a vantagem de não ser enquadrado como esportivo pelas companhias de seguro, o que onerava a versão anterior. De qualquer modo essa vantagem durou pouco, pois o aerofólio passava a ser item de ser, pois a única versão disponível no mercado era a GLS. O carrinho de nome militar ficou em nosso mercado até setembro de 1998, sendo substituído pelo Astra. O exato último Kadett fabricado pela Chevrolet no Brasil foi conduzido ao museu da GM, em Ulbra no Rio Grande do Sul, onde ficaria até setembro de 2009, quando a consagrada Armazém w70 se tornasse proprietária dessa relíquia.
Motor: 4 em Linha
Litros: 2,0 L
Cilindros: 4
Cilindrada: 1.998 cm³
Válvulas: 8
Cavalos: 110 cv
Torque: 16,6 kgfm
Combustível: Gasolina
Alimentação do Combustível: Injetada
Velocidade Máxima: 180 km/h
0 - 100 km: 11,5 s
Transmissão: Manual
Marchas: 5
Dianteira
Dianteiros: Disco
Traseiros: Tambor
Largura: 2,52 m
Comprimento: 4,34 m
Peso: 1.060 kg
Este exemplar foi a última unidade a deixar a linha de montagem da General Motors do Brasil e foi destinada ao Museu GM conforme consta em sua nota fiscal emitida para a própria GM em 14/10/1998. Este veículo ficou exposto junto com o acervo da GM no conhecido Museu da Ulbra, localizado no estado do Rio Grande do Sul. Apesar de ter rodado apenas nas dependências internas da Ulbra o veículo recebeu placas especiais para caracterizar o fim da produção do modelo: END-1998. Trata-se de um modelo GLS com apenas 697,9 km e conta com diversos itens como: direção hidráulica, ar condicionado, travas e vidros elétricos, aerofólio, faróis de milha, retrovisores com controle interno, alarme com controle remoto, frisos e pára-choques na cor do veículo; volante com regulagem de altura, nota fiscal, além de CRLV e impostos de anos anteriores. Sem dúvida um exemplar único para figurar com destaque em exposições e coleções.
R$ 44.900,00
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