Desde os sombrios anos 40, na Europa, a famosa e tradicional casa alemã Daimler-Benz não fazia um automóvel de dimensões "compactas" que se tornasse um grande sucesso. Quase 20 anos depois, em 1982 chegava às ruas outro modelo 190, cujo código de fábrica era W201. A Mercedes finalmente entrava na briga dos médios de luxo, a exemplo da BMW com o Série 3 e a Audi com o 80. Era o mais modesto modelo da linha, mas agradou muito. Bonito, seguia o estilo já consagrado pelos irmãos maiores. Não escondia sua semelhança com os modelos da Classe S da época. Na frente, a tradicional grade com a estrela de três pontas em cima e quatro faróis retangulares protegidos por uma lente retangular. No ano seguinte, em setembro, era lançada a versão mais desejada do "Baby Benz", como ficara conhecido: o 190 E 2.3-16. Debaixo do capô o motor de 2.300 cm3 tinha um cabeçote de alumínio trabalhado pela afamada Cosworth inglesa, com quatro válvulas por cilindro e duplo comando. Desenvolvia 185 cv a 6.200 rpm e levava a fera a 225 km/h, arrancando até os 100 km/h em 8,7 s e cobrindo o quilômetro inicial em 29 s -- ótimos números para um sedã de sua cilindrada. Por fora se distinguia por um discreto aerofólio traseiro, spoiler dianteiro e anexos aerodinâmicos em toda a carroceria. Seu Cx de 0,32 era melhor que os concorrentes da Bavária, o BMW M535i e o Alpina B6 2.8. As belas rodas de alumínio calçavam pneus 205/55 VR 15, freadas por discos com sistema antitravamento (ABS). A suspensão independente nas quatro rodas era rebaixada e recalibrada. Era um automóvel confortável mas muito esportivo. Por dentro havia um painel completo, bancos com desenho esportivo, conforto e acabamento dignos de um Mercedes. A única queixa era o diâmetro do volante, menor apenas 1 cm que na versão comportada. Mesmo assim a posição de dirigir era exemplar. Em Nardo, no Sul da Itália, há uma pista com 13 quilômetros de diâmetro que é usada para testes de resistência e quebra de recordes. Num teste em que percorreu 50.000 quilômetros, o 190 Cosworth fez média horária de 247,9 km/h durante 202 horas. Em 1986 toda a linha ficava mais rica com novos motores: o quatro-cilindros de 2.298 cm3 e 132 cv, e o seis-cilindros de 2.599 cm3 e 166 cv. Este tinha injeção Bosch K-Jetronic, máxima de 215 km/h e 0-100 km/h em 9,7 s. Era a opção refinada da linha: não adotava suspensão áspera, como seu irmão bravo, nem decoração esportiva. O silêncio e o equilíbrio dos seis cilindros em linha atraíam os clientes que não queriam a esportividade do Cosworth.
Motor: M104 I4 16V
Litros: 2.3 L
Cilindros: 4 em Linha
Cilindrada: 2.300 cm3
Válvulas: 16
Cavalos: 185 cv
Torque: 23,5 Kgfm
Combustível: Gasolina
Alimentação do Combustível: Injeção eletrônica
Velocidade Máxima: 230 Km/h
0 - 100 km: 8,7 s
Transmissão: Automática
Marchas: 4
Traseira
Dianteiros: Braços sobrepostos
Traseiros: Eixo rígido
Dianteiros: Disco
Traseiros: Disco
Peso: 1.160 Kg
Preto, interior original em couro preto, com todos os itens originais exclusivos da versão especial 2.3 16v Cosworth, como indicador de pressão de óleo e voltímetro no console central, spoilers, para choques mais largos e aerofólio. Veículo impecável e muito raro, com todos os itens em pleno funcionamento. Modelo com ar condicionado, direção hidráulica, câmbio automático, ABS, controle automático de velocidade, vidros, travas, retrovisores, teto solar e bancos dianteiros com regulagem elétrica e painel completo em perfeito estado. Excelente estado de conservação, limpadores de faróis, vidros verdes e térmico traseiro, sistema de som original com rádio Becker, rodas originais de liga leve e pneus novos. Venha conferir de perto este pequeno bólido.
R$ VENDIDO
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